sábado, 13 de junho de 2015

Coisas de uma namorada #5 ou de mãe

Estava a dormir no sofá, para variar tinha adormecido a tentar ver uma série, e o homem acordou-me para nos irmos deitar na cama, em modo robot lá fui eu, deita-me e rosnei-lhe que não sei ia deitar com aqueles calções, que tinha de vestir os do pijama. 
Quando se deitou tivemos a habitual discussão da "conchinha", sim ambos lutamos para ser a conchinha pequenina, mas como sempre ganhei-a.
(breve explicação: a lontrinha chega a uma certa altura da noite e vem dormir connosco, e apodera-se  da minha almofada, e como ele sua muito, a almofada ficou com o cheiro a bebé)
O homem lá meteu na posição de conchinha grande, e puxou-me para ele, juro que pensava que ele ia dizer algo de romântico quando se saiu com esta:
ele - amor, a tua almofada cheira a bebé suado.

1º de 11 dias em casa #1

Pensava que iria correr pior, a manhã foi um pouco um martírio, estávamos os três com sono e o facto de logo às 8 horas da manhã lhe termos que dar o antibiótico do demo e ter sido como se vê nos filmes de terror os padres a fazerem exorcismos, os prognósticos para o antibiótico da noite não seriam as melhores. Mas estávamos enganados.
Durante a manhã, eu limpei e arrumei os quartos e eles desarrumaram o que eu ia arrumando, passamos definitivamente a lontrinha para o quarto dele, o que já alivia bastante.
À tarde a sestinha foi bastante grande cerca de 2 horas e meia, estamos a falar da criança que no dia anterior tinha feito uma sesta de 10 minutos, durante esses tempo, eu e o homem namoramos, ele acabou por adormecer e também fazer uma sesta, eu pôs em dia os vlogs em atraso e vi uns episódios repetidos de Bones e comi uns quantos chocolates.
O resto da tarde passou-se bem com brincadeiras entre a sala e o quarto.
A hora do medicamento foi relativamente fácil, consegui dar-lho praticamente todo, e o resto da noite manteve-se bastante calma.
Adormeceu por volta das 10 horas da noite, eu deite-me no sofá para supostamente ver NCIS, mas adormeci. 
Como podem ver não correu tão mal como estávamos à espera, até nos divertimos, afinal de contas temos mesmo que nós divertir ou quando chegar a dia 22, estou pronta para ir passar uns dias a uma casa de repouso!
Um muito obrigada a todas as mensagens fofinhas que mandaram de melhoras para o Salvador, vocês são umas queridas!

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Onze dias muuuito longos!

A lontrinha está novamente doente, com uma amigdalite e mais uma vez a tomar aquele antibiótico do demo. Ele basicamente recusa-se a toma-lo, e eu e o homem temos que inventar as coisas mais parvas para o tentar convencer a tomar aquela merda.
Basicamente ao fim de dez minutos, já estamos a discutir um com o outro.
Que Deus nos ajude aos três, vão ser onze dias muuuito longos!

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terça-feira, 9 de junho de 2015

Coisas que só me acontecem a mim #10

Ontem li um post em que dizia algo como Nem todas as namoradas dos meus ex são putas.
Eu concordei, pois nem todas o são, até hoje me ter esbarrado com uma das ex do homem e me ter lembrado que realmente nem todas o são, mas aquela seria certamente a rainha delas!
E como se isto já não me bastasse, uns minutos depois encontrei uma "fã" do homem... 
Como podem imaginar fiquei com um humor mesmo bom

RealityTVGIFs animated GIF

Coisas de uma namorada #4

(Breve explicação - Já devem ter notado por certos posts, que o homem tem a casa dele; ele arranjou um novo emprego)

ele - olha deram-me uma chave da loja...
eu - estás aí à dois dias e já tens chave, estamos juntos à nove e ainda tenho que bater à porta para entrar em tua casa...

Acham que ele entendeu a mensagem das entre-linhas?

segunda-feira, 8 de junho de 2015

#FreeRaif





"A semana começa com más notícias. Acabámos de saber que o Supremo Tribunal da Arábia Saudita confirmou a pena de #RaifBadawi: 1.000 chicotadas e 10 anos de prisão por ter criado o fórum de debate social e político online "Liberais Sauditas" e pelos textos que lá publicou. > bit.ly/1Ixz3Mp

A Amnistia Internacional teme que a flagelação do blogger possa recomeçar já esta sexta-feira! É urgente voltar a dizer às autoridades sauditas que expressar uma opinião não é crime. Assinem e partilhem > bit.ly/LibertemBadawi"

A todas as mães

"Querida Mãe:

Eu já te vi por aí.
Eu vi-te a gritar com os teus filhos em público, (...) vi-te a levá-los à escola antes de teres tomado banho, e de calças de pijama por baixo do casaco.
(...)
Eu vi-te a gritar feita louca com o teu marido, com a tua mãe, e com o agente de polícia no cruzamento da escola.
Eu já te vi a correr com os miúdos de um lado para o outro, a sujares-te no parque e a praguejares em voz alta depois de bateres com o joelho na esquina da cadeira.
Eu vi-te a partilhares um leite achocolatado com um maníaco de 4 anos. Vi-te a limpar o nariz dos teus filhos com os dedos e a limpa-los na parte de trás das calças de ganga. Vi-te a correr com o teu bebé de 2 anos pendurado na dobra do teu braço, para apanhares a bola que está a fugir para a estrada.
(...)
Eu vi-te a fechar os olhos e a respirar fundo depois de entornarem um copo de leite inteiro em cima. Vi-te a chorar desesperada enquanto tentavas tirar lápis de cera da tua melhor mala.
Eu já te vi na sala de espera do hospital. Eu vi-te no balcão da farmácia. Vi-te com o teu olhar cansado e assustado.
Eu não sei se tinhas planeado ser mãe ou não.
Se soubeste desde sempre que querias pôr crianças neste mundo, cuidar deles, ou se a maternidade te apareceu de surpresa.
Não sei se correspondeu às tuas expectativas, ou se passaste os primeiros tempos como mãe aterrorizada porque tinhas imaginado que sentirias o “amor materno” doutra forma.
Não sei se tiveste dificuldade em engravidar, se perdeste algum bebé, ou se tiveste algum parto traumático.
Nem sequer sei, se concebeste o teu filho no teu ventre, ou se o acolheste na tua família.
Mas eu conheço-te.
Eu sei que não alcançaste tudo o que querias na vida. Sei que há coisas que nunca soubeste que querias até teres filhos.
Eu sei que, às vezes, pensas que não estás a dar o teu máximo e que podias fazer melhor.
Eu sei que olhas para os teus filhos e te revês neles.
Eu sei que às vezes apetece-te atirar um candeeiro ao teu filho adolescente, e atirar o de 3 anos pela janela.
Eu sei que há noites que, depois de deitar os miúdos, estás tão exausta que só te apetece enrolares-te na cama a chorar.
Eu sei que há dias tão difíceis que só queres que acabem depressa. Depois, na hora de ir para a cama os teus filhos abraçam-te e enchem-te de beijinhos, e dizem o quanto gostam de ti, e de repente querias que o dia durasse para sempre.
(...)
Eu sei que fazes guerras de cocegas em castelos de lençóis, e que sabes de cor as histórias de, pelo menos, 8 livros ilustrados. Eu sei que danças de forma ridícula quando vocês estão sozinhos. E que inventam canções parvas sobre queijo, maus cheiros, ou ervilhas.
(...)
Eu sei o que custou tratares dos teus filhos quando tiveste aquela virose de 4 dias. Sei que comes os restos dos pratos deles, enquanto arrumas a cozinha.
Eu sei que não contavas com muitas destas coisas. Sei que não antecipaste amar alguém tão intensamente, ou andar tão cansada, ou ser a mãe em que te vieste a tornar.
Pensavas que tinhas tudo planeado. Ou então, estavas perdida e aterrorizada. Ias contratar a Nanny perfeita. Ou ias deixar de trabalhar e aprender tudo sobre crianças.
Sei que não és a mãe perfeita. Por mais que tentes, e por mais que te esforces. Tu nunca serás a mãe perfeita.
E isso, provavelmente, vai perseguir-te. Ou se calhar fizeste as pazes com isso. Ou talvez nem nunca tenha sido um problema.
Eu sei que acreditas que independentemente do que fizeres, poderias ter feito sempre mais.
A realidade é outra.
Não interessa o pouco que fizeste, no fim do dia os teus filhos vão sempre amar-te. Vão continuar a rir para ti, e acreditar que tens poderes mágicos que podes curar quaisquer coisas.
Independentemente do que acontecer no trabalho, na escola, ou num grupo de amigos, tu fazes, sempre, tudo o que está e não está ao teu alcance para garantir que no dia a seguir os teus filhos estarão tão felizes,saudáveis e espertos quanto é possível.
Há um velho ditado iídiche que diz: “Há um filho perfeito no mundo, e todas as mães o têm.”
Feliz ou infelizmente, não há pais perfeitos. Os teus filhos vão crescer determinados a ser diferentes de ti. Vão crescer com a certeza de que não vão pôr os seus filhos nas aulas de piano, de que vão ser mais brandos, ou mais rigorosos, ou ter mais filhos, ou ter menos, ou não ter nenhum.
Um dia os teus filhos vão estar a correr como loucos na igreja, a portar-se pessimamente no restaurante a fazer caretas para o lado, e alguém vai passar e elogiar a tua família.
Uma certeza podes ter: não és perfeita!
E isso é bom. Porque na realidade, nem os teus filhos são perfeitos. E ninguém no mundo se preocupa mais com eles do que tu, ninguém sabe porque é que eles estão a chorar senão tu, ninguém percebe as piadas deles melhor do que tu.
E já que ninguém é perfeito, tens de desempatar com 2 biliões de pessoas que estão em primeiro lugar “ex aequo” para concorrer à melhor mãe do mundo.
Parabéns melhor Mãe do Mundo. Tu não és perfeita. És mais que perfeita:
És tão boa mãe como o resto do mundo."


autoria desconhecida