quarta-feira, 6 de novembro de 2013

E mais uma coisa interessante

Num dos post que vos escrevi à uns dias, falei-vos dos meus medos, pois bem, esqueci-me de um que me atormenta quase tanto como os malditos pombos, seringas e agulhas...
A coisa é de tal maneira grave que mesmo tendo vinte anos, quando tenho que ir tirar sangue, tenho que ir acompanhada, normalmente os destacados para a tarefa de me acalmarem são os meus pais, mas já aconteceu o caso de nenhum dos dois estar disponível e ter que ser uma enfermeira a ter que me dar a mão para não cair para o lado.
Este medo começou em pequenina e tenho que agradecer a uma enfermeira que já estava de tal maneira frustrada de não encontrar uma veia viável para picar que resolveu começar a tentar ao calhas, claro que isto numa criança de cinco anos tem impacto. 
Tudo bem que tenho a consciência que tenho umas veias horríveis que muito raramente se encontra uma veia viável seja para o que for, mas tal como custa ao/à enfermeiro/a também me custa, cada vez que vou tirar sangue aviso logo que é muito difícil e que provavelmente vai ser preciso a agulha dos bebés e que tem que ser tirado pelas mãos.
Se a mim me custa saber que vou ter que tirar sangue, ontem ia-me dando uma coisinha do outro mundo, o meu texugo apanhou uma virose na creche, - sim a criança vai dois dias à creche e volta-me com um vírus , e tivemos que ir ao hospital para saber o que se passava, pois o texugo fazia febre de ir aos quarenta graus de cinco em cinco horas e a medicação já não estava a fazer efeito. Lá o observaram e disseram que aparentemente o Salvi era um bebé normal e e sem ser a febre estava tudo bem, mas tínhamos que descobrir de onde essa febre vinha e ele tinha que ir fazer analises e lá fui com ele e com o homem para a enfermaria para ele tirar sangue... Custou tanto ao texugo como a mim.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Coisas de pais #4

Hoje é aquele dia que eu temia, o pequeno texugo está na creche e eu estou aqui a sofrer certamente mais que ele, quando eu e o homem o fomos deixar à salinha, lá ficou ele, todo contente da vida a ser envolvido por uma multidão de crianças, mas sempre contente, na minha cabeça, assim que o passa-se para o colo da auxiliar ele iria querer voltar imediatamente para o meu a chorar... mas como disse, este cenário foi apenas imaginário, ficou todo contente ao colo da auxiliar e a querer ir brincar com os outros meninos.
Acredito que ele esteja bem, e está muito bem entregue, mas como a minha mãe me diz "mãe sofre sempre", já tive a tentação de ligar para a creche umas vinte vezes desde que lá saí, mas felizmente o homem tem me conseguido manter calma. 
Nos próximos dias vou-vos deixando as "Aventuras do Texugo na Creche".

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Toda a gente tem medo

Todas as pessoas tem medos, alguns podem mesmo tornar se verdadeiras fobias se não forem bem controlados, eu tenho medo de três coisas, cobras, a última vez que vi uma foi num dos meus agradáveis passeios com o homem e obriguei-o a fazermos o caminho todo de regresso que eu não ia passar pela cobra, estava morta, mas mesmo assim continuava a ser uma cobra!
Também tenho medo de palhaços a meu ver este medo desenvolveu-se a partir dos filmes de terror, sempre que vejo um palhaço penso que ele a qualquer momento vai sacar de uma faca e me vai tentar matar, é um medo um pouco irracional mas a verdade é que o tenho, e ontem quando fui informada que na festa de Natal da creche do texugo vai haver um espectáculo de um palhaço só conseguia pensar "Wow, lindo, mesmo lindo, lá vai o pai ficar com ele dentro do edifício e eu vou até ao café beber um cházinho para me acalmar e tentar não pensar que a minha cria está num edifício com um potencial palhaço assassino".
E por fim o medo que mais me atormenta, pombos, tenho um medo de pombos que me atormenta desde pequena, tudo graças a um querido vizinho que fazia criação, eu sou daquelas pessoas que quando vê um pombo na rua muda de sentido para não ter que passar por ele, e depois é muito divertido quando tenho que explicar às pessoas com quem estou que temos que passar para o outro lado da estrada porque há um maldito pombo na rua...


Modern Family

Como o Cam diz e já me disseram milhares de vezes "os pombos têm mais medo de nós do que nós deles" mas mesmo assim eu concordo com o Mitch "os pombos não têm medo de nada, eles ficam em cima de cabos eléctricos".

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

E vem aí o Natal #1

Já ando a avisar as pessoas cá de casa do que queria que o Pai Natal me desse este ano, apenas quero duas coisinhas muito simples, preciso desesperadamente de um pijama e uma carteira. 
Preciso de um pijama porque vamos lá ver, as pessoas precisam de roupa de dormir e vi uns bastantes fofinhos na OYSHO.







E por fim preciso de uma carteira, porque a minha deixou de ter espaço para os meus documentos e do texugo , e vi umas bastante engraçadinhas na Stradivarius.




sexta-feira, 25 de outubro de 2013

E mais um filme #2

Desde que me lembro que gosto de filmes de terror, mas tenho dois pequenos problemas, não os consigo ver sozinha e tem que ser durante o dia - isto para a noite já não me lembrar do que vi-, e sim sou uma medricas que gosta de ver filmes de terror.
Até à bom pouco tempo o tipo que filme de terror que me fazia mais impressão e que me fazia até tapar os olhos e só ver por um cantinhos eram os filmes de terror físico  em que as pessoas eram magoadas, como a fantástica saga Saw e a trilogia Hostel, sempre me fez bastante impressão ver pessoas a ser cortas aos bocadinhos porque um doido qualquer acha piada.
Mas neste momento faz-me igualmente impressão os filmes em que as pessoas são possuídas por demónios e essas coisas. E foi um desses filmes que vi na semana passada, o tão acalmado The Conjuring.
Este filme começa com uma história paralela em que conhecemos o casal Warren, conhecidos mundialmente por serem investigadores paranormais. A história propriamente dita passa-se em 1971, em Harrisville aquando da chegada da família Perron . Este casal muda-se com as suas cinco filhas para uma nova casa e é quando a história propriamente dita começa, pequenas marcas no corpo da mãe, uma das filhas é sonâmbula (mas no final da história apercebemo-nos nos que afinal não era sonâmbolismo), a filha nova encontra uma pequena caixa de música e através dela consegue falar com um menino e esse menino garante-lhe que algo de mal lhe aconteceu naquela casa. E para além disto tudo é uma história verídica que as irmãs bem recentemente resolveram divulgar.
É um filme bastante bom, não aconselhável a toda a gente, mas mesmo assim que gosta deste género de filmes, veja.






quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Coisas de pais #3

Todas as mães sabem que esse dia vai chegar, mas penso que todas - como eu- tentam não pensar muito no assunto, hoje vou falar-vos da "ida para a creche".
Acredito que custe tanto à criança como à mãe, o texugo ainda nem foi e eu já aqui ando a sofrer,  hoje fomos com os avós tratar da inscrição numa creche aqui perto de nós, que pertence ao Centro Social e Recreativo da Maceira, é uma creche relativamente nova, onde trabalham várias amigas da minha mãe e onde o homem andou no pré-escolar.
Em primeiro lugar era imperativo que a creche escolhida tivesse transportes, visto que nem eu e o homem temos carta, temos carro, mas carta não, em sengundo lugar que os preços fossem acessíveis.
Quando começamos a falar de eu ir trabalhar e o texugo ir para uma creche também pensamos em amas, mas aí veio o homem com as teorias que as crianças que andam em creches são mais sociais e na na na na, eu não andei numa creche e acho-me uma pessoa sociável  mas pronto, a razão pela qual escolhemos a creche foi por não ser muito cara, digo-vos por ser mãe solteira - já que eu e o homem não somos casados-, e como ainda vivo com os meus pais pago menos de cem euros (com transportes incluídos) por mês.
Mas isto não é o que me preocupa, o que me preocupa é como é que o meu pequeno texugo se vai sentir, se vai conseguir dormir - sim porque ele está habituado a adormecer ao colo-, se vai comer tudo, se vai sentir a minha falta, assusta-me bastante ter que passar o dia sem ele, mas como o homem me diz, é melhor ser agora do que mais tarde.
Como disse em cima, hoje fomos fazer a inscrição e a Educadora do berçário veio ver o pequeno e pegar-lhe ao colo, e mostra-nos as instalações e lá andava ele, todo contente ao colo da Educadora como se não tivesse estado nove messes comigo em casa, todo contente da vidinha dele e eu a sofrer por dentro.
Na próxima segunda-feira temos a entrevista final, onde vou falar com a Educadora sobre o que realmente é preciso de levar todos os dias e no início do próximo mês o meu texugo vai para a creche e eu vou estar em casa a chorar com saudades dele, podem começar a enviar-me gomas para a depressão.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Coisas de pais #2

Dormir, ou melhor não dormir ,sempre foi uma das coisas que mais me assustou.
No final da gravidez já é difícil de dormir, eram nada mais nem nada menos que cinco almofadas -duas para a cabeça, uma para as costas, uma para apoiar a barriga e uma para as pernas-, como podem imaginar não era fácil... uma pessoa mal dormia e quando dormia não era por muito tempo, porque durante o dia o Salvador mal se mexia, durante a noite era um festival, quando ele não se mexia ia dormir para cima da minha bexiga e deixava quase de certeza um dos pés esticados para me bater nas costelas, resultado de Dezembro a Janeiro mal dormi. Como se isso não bastasse tive que ficar internada porque o texugo tinha a massa corporal equivalente a 32 semanas quando na realidade eu estava gravida de 36 e tinham que o fazer nascer mais cedo para poder ir para uma incubadora e ser alimentado como deve ser,como devem imaginar no hospital é que não dormi nada, primeiro os quartos são dividos, e na noite que fiquei internada as duas senhoras do meu quarto entraram em trabalho de parto o que foi um festival naquele quarto e o texugo deve ter acho tão giro aquilo tudo que deve ter pensado "ahah, toma lá umas contracções para veres o que te espera! Mas ainda não vou nascer agora, vais só ter umas dorzinhas bem fortes para ficares assustada e chorares um pouquinho" e assim foi, passado uma belas horinhas de dores lá pararam as contracções e quando voltaram o texugo quis nascer.
Na noite em que ele nasceu não me lembro de muito, lembro de ter medo de adormecer e não o ouvir chorar, lembro-me de pensar "Ana Teresa, onde raio é que te foste meter!" Não me canso de agradecer a uma das senhoras que estava comigo no quarto que uma das vezes o texugo estava a chorar e eu não acordei me mandou com uma almofada para eu acordar.
No início era me difícil acordar, estava habituada a dormir a noite toda sem ter que me preocupar com nada, sem ter horas para acordar. Agora de três em três horas, pronto na maior das maluquices de quatro em quatro horas alguém tem fome, esse alguém também só dorme até no máximo dos máximos até às oito horas da manhã, mas isso tudo compensa quando o vamos levantar e esse alguém olha para nós a ir-se e diz mamã.

Neste momento a questão dos meus sonos está melhor, a minha mãe ajuda-me bastante e o homem é um santo que chega às oito e meia da manhã e leva o pequeno para fora do quarto para eu poder dormir até às dez horas.